A actual Quinta de Villar d’Allen resultou da junção de algumas velhas quintas : ada Arcaria, que fora dos FerreiraNobre e depois de Manuel Simões - e a de Fonte Pedrinha, que pertencera aos Noronha e Távora , senhores do vizinho palácio do Freixo. Ambas foram compradas em 1839 por João Allen, negociante inglês, trisavô dos actuais proprietários.
Em 1869, Alfredo Amsinck Allen, filho de João Allen,juntou-lhes duas outras quintas contíguas: a da Vessada, que fora de Freires de Andrade e a de Vila Verde, que pertencera aos Marqueses de Abrantes.
Alfredo Amsinck Allen, enólogo por formação, agricultor e jardineiro por paixão, além de introduzir no país numerosas plantas exóticas, que aclimatava em Villar d’Allen antes de oferecer jovens exemplares aos seus parentes e amigos, dedicou-se entusiasticamente à colecção de camélias, criando novos híbridos e oferecendo centenas de exemplares para os parques do Bom Jesus e Buçaco.
Para além duma grande colecção de camélias, Villar d’Allenpossui também jardins de características bem marcadas : para sul e poente um jardim formal “à francesa”, construído em 1790 por Manuel Simões. Para norte e nascente, o parterre nascido do entusiasmo de João Allen pelos jardins “paisagistas”, em moda em Inglaterra. Jardins que procuravam imitar a natureza, sem formalismos, sem linhas rectas,levando os passeantes, por carreiros sinuosos, dos canteiros de florespróximos da casa até ao denso bosque circundante.
Villar d’Allen chegou até nós como uma quinta de recreio onde também se fazia a alguma agricultura tradicional. A manutenção nesses moldes tornava-se economicamenteinviável e era necessário transformá-la numa unidade produtiva minimamente rentável.
E assim nela nasceu um viveiro de plantas ornamentais de exterior, regressando ao que fora 100 anos antes : uma unidade experimental de produção.
O Viveiro encontra-se aberto ao público, de 2ª a Sábado, das 08,30 às 17,30.